A Finlândia acaba de propor que os activos da Grécia passem a ser controlados por uma agência estrangeira, com sede no Luxemburgo. E esses activos funcionarão como garantia para o segundo resgate de Atenas.

É o que consta num plano, citado pela Reuters, que foi elaborado em Junho, no âmbito das exigências da Finlândia em obter mais garantias para participar no segundo programa de assistência financeira internacional a Atenas.

A ideia é que para esta agência sejam transferidos os activos gregos actualmente nas mãos da agência helénica responsável por levar a cabo as privatizações definidas no acordo assinado com a troika internacional.

Ora o que a Finlândia pretende é que a Grécia continue a ser a detentora de tais activos mas eles ficariam sob a alçada do Luxemburgo durante o período do resgate. Ainda assim, caso os montantes transferidos fiquem aquém do exigido ou caso Atenas entre em incumprimento para com Bruxelas, aí sim, o fundo europeu de estabilização financeira teria o direito de executar a garantia e assumir, dessa forma, o controlo dos activos.

Tal proposta será recebida na Grécia provavelmente com muita controvérsia, assinala a Reuters, uma vez que o Governo sempre recusou ceder território ou acções de empresas como garantial (colateral) dos empréstimos concedidos por Bruxelas.

A proposta finlandesa pode ser encarada como limitadora da autonomia de Atenas na gestão das suas finanças públicas e na privatização dos bens do Estado, uma área onde os progressos têm vindo a ser escassos.