Pouco otimismo e muitos receios nas bolsas europeias esta manhã. Tal como tem vindo a ser previsto pelos analistas, a euforia de algumas indústrias logo após a tomada de posse de Trump vai sendo substituída pelos receios/ aversão ao risco que o protecionismo exacerbado venha a provocar.

Se isso juntarmos o temor à ascensão da extrema-direita em países como a França e a Alemanha, com eleições marcadas ara este ano, percebemos que o mercado das ações vai viver um turbilhão este ano.

Em Lisboa, o PSI20 abriu a acompanhar a Europa mas, ao contrário dos pares europeus, teima o vermelho. Desce 0,51% para 4,573,83 pontos, muito penaliza por um dos novos pesos de força do índice nacional, o BCP. O banco liderado por Nuno Amado cai 5,71% para 0,16 euros depois de ter concluído o aumento de capital. O BCP emitiu 14.169 milhões de ações no âmbito da operação que, após o fim da negociação dos direitos e do período de subscrição destes, foram adicionadas à capitalização do banco, diz a Reuters.

As novas ações só começam a ser transacionadas a 9 de fevereiro. Mas, segundo os analistas, os títulos estão hoje a ser penalizados pelo forte movimento de tomada de mais-valias, com os investidores a aproveitarem para vender e ganhar algum dinheiro, após as fortes subidas da ação.

Além disso, há o efeito da aproximação das entrada em negociação das novas acções e ordens que podem já ter sido dadas", disse à Reuters João Travassos,  broker da Orey iTrade.

Mas hoje quem mais chama a atenção dos investidores é mesmo o BPI. Termina às 15:30 o período para os acionistas venderem as suas ações ao CaixaBank. O banco oferece 1,134 euros por títulos. A esta hora a ação negoceia nos 1,10 euros, próximo deste valor.

No fecho da operação, o CaixaBank, que já detém 45,5% da instituição financeira, vai ficar com mais de 50% do capital, ou seja, o controlo do BPI – uma vez que é expetável que consiga comprar mais de 5,5% na Oferta Pública de Aquisição.