As ações europeias sobem de uma forma generalizada esta manhã, motivadas pela instituição de crédito francesa, Credit Agricole, no caso do setor bancário, e com um forte empurrão dos resultados empresariais, diz a Reuters.

O índice pan-europeu STOXX 600 sobe 0,39% na negociação da manhã, sendo o índice bancário europeu.SX7P o que tem o melhor desempenho, ao crescer 1,5%.

As ações do Credit Agricole avançam 4,17% após o maior banco de retalho francês ter ultrapassado as previsões, com uma queda de lucro, no quarto trimestre, menor do que o esperado.

As ações bancárias também estão a ser apoiadas pela retórica agressiva da presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Janet Yellen, que disse que a Fed, a homónima do Banco Central Europeu do outro lado do Atlântico, provavelmente, terá de aumentar as taxas de juros na próxima reunião. Baixas taxas de juros acabam por pressionar as margens dos bancos, como tem acontecido na Europa.

Uma euforia relativa que se está estender ao BCP, em Portugal. Já esteve a subir mais de 1% e agora cresce 0,06% para 0,145 euros.

No setor empresarial, o ânimo europeu vem dos resultados da produtora de embalagens finlandesa Huhtamaki, a subir 7,24%, após ter reportado os resultados, e da fabricante de cerveja Heineken, a somar 4,28%, depois de confirmar a meta de margem.

Em Lisboa, no principal índice nacional, prometia ser um dia de ganhos para a Pharol mas já inverteu e cai 2,89% para 0,369 euros. Numa altura em que se mantém o impasse sobre o desfecho do processo de insolvência da brasileira Oi, da qual a Pharol detém cerca de 27%.

Ganhos também, num movimento de recuperação para os CTT, a valorizar 0,2% para 4,990 euros.