A bolsa de Lisboa encerrou esta terça-feira em alta, com ganhos de 0,53% para 7.586,27 pontos, acompanhando a tendência das restantes praças europeias e corrigindo parte da forte queda registada no início da semana.

A EDP Renováveis registou uma das melhores recuperações, disparando 3,77% para 5,11 euros, seguida da Semapa, com ganhos de 3,5% para 8,28 euros.

O sector do retalho também esteve entre as subidas mais significativas, com a Jerónimo Martins a crescer 1,5% para 10,80 euros e a Sonae a trepar 2,11% para 82 cêntimos.

Nas comunicações também predominaram os ganhos, com a PT em alta de 0,67% para 8,16 euros, a Zon a subir 1,25% para 3,82 euros e a Sonaecom a avançar 0,13% para 1,53 euros.

Na banca, pelo contrário, a escalada dos juros da dívida pública, ainda motivada pelos receios de uma reestruturação de dívida, voltaram a pressionar o sentimento. O BES caiu 1,11% para 2,75 euros, num dia em que a imprensa brasileira lança a notícia de que o banco estaria a vender a sua posição no Bradesco. Já o BPI recuou 1,6% para 1,23 euros e o Banif encerrou estável nos 73 cêntimos. Só o BCP escapou à maré negativa, ao subir 0,36% para 56 cêntimos, animado pelo aumento de capital aprovado ontem em assembleia-geral de accionistas.

No vermelho fica ainda uma nota para a EDP, que desceu 0,73% para 2,73 euros, num dia em que a Galp encerrou praticamente na linha de água, subindo apenas 0,07% para 14,56 euros.

No resto da Europa, os ganhos oscilaram entre os 0,18% do DAX alemão e os 0,7% do CAC francês.

Já do outro lado do Atlântico, os mercados norte-americanos arrancaram animados pelos resultados acima do esperado do Goldman Sachs e pelo aumento de construção de casas novas em Março. Mas os receios macroeconómicos sobrepuseram-se e o Nasdaq cai já 0,66%, mantendo-se o Dow Jones no verde, mas por pouco: sobe 0,09%.