O Tesouro italiano colocou esta segunda-feira 3.825 milhões de euros em três emissões com prazos diferentes, mas sem atingir o valor oferecido e a pagar taxas de juro superiores às dos leilões precedentes, informou o Banco de Itália.

A dois anos, o Tesouro italiano colocou uma emissão de 2.825 milhões de euros, abaixo da oferta de 3.000 milhões de euros, a uma taxa de juro de 1,746%, acima dos 1,682% pagos no leilão precedente de 25 de fevereiro.

Esta taxa de juro representa um máximo desde dezembro último e a procura para esta emissão atingiu 4.027,5 milhões de euros, adianta a Efe.

O Tesouro italiano também colocou 616,432 milhões de euros de títulos indexados à taxa de inflação da zona euro a cinco anos, a uma taxa de juro de 2,16%, acima do valor pago no leilão anterior de 28 de janeiro, que não tinha ultrapassado 1,8%.

A procura por esta emissão também foi superior à quantidade colocada, já que se situou em 1.242 milhões de euros.

A 15 anos, o Tesouro colocou 383,568 milhões de euros a uma taxa de juro de 3,02%, mas neste caso a entidade não revela o valor comparável das emissões precedentes.

A tendência de alta dos juros pagos nos leilões pelo Tesouro italiano mantém-se inalterada desde as eleições gerais de 24 e 25 de fevereiro, depois das quais os partidos políticos continuam a procurar uma saída para a situação de ingovernabilidade.

Entretanto, o aumento dos juros pagos pelo Tesouro foi agravado pelo facto da agência de 'rating' Fitch ter baixado no início deste mês a notação da dívida italiana.

O Tesouro italiano volta ao mercado primário, no qual prevê leiloar 8.500 milhões de euros de dívida a seis meses, na terça-feira.

Na quarta-feira, o Tesouro italiano pretende leiloar duas emissões de dívida, uma de 5.000 milhões de euros a cinco anos e outra de 7.000 milhões de euros a 10 anos.
Redação / CPS