Portugal está a aproximar-se a passos largos do limite fixado pelo ministro das Finanças para uma possível intervenção do Fundo Monetário Internacional no país. Os juros da dívida pública a 10 anos voltaram a atingir máximos, tendo já negociado nos 6,976%.

Nem o interesse da China em comprar dívida pública está a conseguir fazer baixar os juros.

Além disso, a agência de notação financeira Fitch cortou o «rating» de cinco bancos portugueses - CGD, BCP, BES, BPI e Banif - deixando os mercados cada vez mais nervosos quanto à situação financeira de Portugal.

Isto enquanto o Estado português se prepara para voltar a testar os mercados, com um leilão, a realizar-se quarta-feira pelas 10h30, de Obrigações do Tesouro com maturidade até Outubro de 2016 e Junho de 2020. O montante indicativo global oscila entre 750 e 1.250 milhões de euros, segundo o Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público.

O montante mínimo de alocação a cada linha será de 300 milhões de euros.

Mas os juros portugueses não são os únicos a testar novos máximos. Também a Irlanda está a pagar mais pela sua dívida pública a 10 anos, com os yields a atingirem os 8,035%.

Bruxelas já garantiu que a Irlanda ainda não pediu nenhuma ajuda à União Europeia.

Já a Grécia, vê os juros a recuarem de máximos, ainda que se mantenham como os mais elevados da Zona Euro, nos 11,498%.

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Redação / VC