Sinal pouco claro para as bolsas esta manhã na Europa. Em Lisboa, o PSI20 sobe 0,68% para 4.628,96 pontos ajudado pela maioria dos títulos nas sem muita confiança vinda lá de fora.

É que os mercados continuam no rescaldo da decisão da Reserva Federal dos Estados Unidos, de subir a taxa de juro de referência, assinalando que a maior economia do mundo está em franca recuperação, e a moeda europeia sente-se.

Ontem o euro desvalorizou para mínimos de 14 anos face à nota verde e hoje não perece querer descolar desse estado. Um euro vale, a esta hora, 1,042 dólares o que, obviamente, não é bom para quem tem que fazer trocas comerciais com os Estados Unidos, muitas empresas europeias.

Cá dentro, Sonae, Sonae Capital, Mota-Engil, Semapa e Jerónimo Martins, teimam em ficar negativas. A retalhista é mesmo quem evita maiores ganhos no principal índice nacional ao descer 0,60% para 14,885 euros.

Na banca o BCP já recupera e ganha 1,84% para 1,113 euros e o BPI cresce 0,17% para 1,130 euros. Depois de anunciar em comunicado, aquilo que já se aguardava: recebeu o “ok” do Banco Nacional de Angola para a transferência de 29,2 milhões de euros do Banco Fomento de Angola relativos a dividendos de 2014. Isto depois de também já ter recebido o valor de dividendos relativo a 2015, no âmbito do acordo a que chegou com a Unitel para ficar sem o controlo do banco angolano e obedecer assim aos requisitos do Banco central europeu.

A Galp segue sem rumo concreto. Está neutra nos 14,1 euros. Num dia em que o preço do petróleo também não consegue definir uma trajetória, de ganhos ou perdas. Acresce que o Caixa Banco de Investimento, citado pela Reuters, reviu em alta o preço alvo da petrolífera/ energética para 13,80 euros contra os 12,40 euros anterior, apesar de ambos abaixo da cotação atual da Galp.

Alda Martins