As praças europeias seguem no verde, mas na bolsa de Lisboa o setor da energia e a Jerónimo Martins impedem o PSI20 de acompanhar as pares europeias.

Os principais índices europeus inverteram das quedas ligeiras da abertura, e estavam já a ganhar às primeiras horas da negociação: Milão ganha 1,12%, Madrid valoriza 0,5% e Frankfurt 0,3%.

O que está a limitar os ganhos das bolsas europeias é a preocupação dos investidores com a ausência de progressos nas negociações entre a Casa Branca e os republicanos, ainda a propósito do abismo orçamental.

Barack Obama recusou a contra-proposta dos republicanos para reduzir o défice orçamental: o braço-de-ferro continua a menos de um mês para a entrada em vigor da receada combinação de cortes profundos na despesa e subida de impostos, designada por abismo orçamental, sobre o qual democratas e republicanos não se entendem.

Com este cenário, os futuros indicam que Wall Street deverá abrir em queda.

Quanto aos juros da dívida, as obrigações do Tesouro espanholas e italianas estão a cair, enquanto os juros de Portugal a 10 anos estão a subir para 7,608%, quanto ontem estão nos 7,558%. Uma subida que acontece depois do ministro das finanças, Vítor Gaspar, ter desvalorizado na reunião da Eurogrupo a possibilidade de Portugal ter melhores condições de financiamento, tal como a Grécia.

Quanto à bolsa de Lisboa, o PSI20 cai 0,28%; a pressionar a praça nacional estão os pesos-pesados da energia: a EDP cai 1,47% para 1,95 € e a Galp Energia desvaloriza 0,21% para 11,72 €.

Também a retalhista Jerónimo Martins segue no vermelho, a ceder 0,95% para 14,10 €.

A Portugal Telecom sobe e recupera um pouco do dia de ontem, ao valorizar 0,4% para 3,48 €, impedindo uma maior queda do índice de referência.
Redação / JF