A rede social de Mark Zuckerberg desapontou pouco tempo depois de ter entrado em bolsa, o que aconteceu a 18 de maio. Agora, passados três meses, as ações do Facebook já valem quase metade do seu valor inicial, que era de 38 dólares.

Esta sexta-feira é mais um dia de perdas, suficientes para fixar um novo mínimo histórico. Logo na abertura dos mercados em Wall Street, ficaram livres para serem transacionadas 271 milhões de novas ações, depois do bloqueio dos títulos, na sequência da oferta pública inicial (IPO, em inglês), que é já a segunda pior da história.

Os títulos do Facebook estão a cair à volta de 6,3%, para um o mínimo de 19,01 dólares.

A avaliação da empresa caiu para 42.500 milhões de dólares desde a sua estreia no mercado de ações, valendo agora 104.000 milhões de dólares.

«Há demasiadas ações em circulação para que o mercado possa absorver», considera Michael Pachter, da Wedbush Securities, para quem os títulos do Facebook podem cair ainda mais, segundo a AFP.

«Se os títulos continuarem a ter o mesmo desempenho de hoje, imaginem o que vai acontecer em novembro», salientou, referindo-se às 1.200 milhões de ações adicionais que serão lançadas nesse mês.

Há quem considere que a rede social enfrenta um problema de tamanho. É grande demais.

No segundo trimestre deste ano, a empresa apresentou 157 milhões de dólares (128 milhões de euros) de prejuízos, que se devem essencialmente, segundo explicaram os responsáveis do Facebook, aos custos do processo de entrada em Bolsa

A maior rede social do mundo conta com 955 milhões de membros.
Redação / VC