As praças europeias reagiram esta terça-feira no verde, e aplaudiram o acordo entre os credores internacionais para desbloquear mais uma tranche crucial de financiamento à Grécia, apesar de terem fechado mistas, com Lisboa a liderar o top das perdas, por culpa da Galp Energia.

Os países da Zona Euro, e depois de três reuniões, fizeram aquilo que todos ansiavam, enviando para Atenas um cheque de 44 mil milhões de euros, de que a Grécia necessita para impedir a bancarrota e impedir que os riscos se alastrem a outros estados-membros.

Frankfurt fechou a ganhar 0,55%, Paris subiu pouco (0,03%) e Londres valorizou 0,22%; no vermelho, Madrid perdeu 0,14% e Milão 0,2%.

Já as yields periféricas recuam após acordo em relação à Grécia, com a taxa de juro das Obrigações do Tesouro espanholas a 10 anos a recuar, assim como as italianas. O juro da dívida portuguesa, também a 10 anos, recuou para 7,92%, vindo dos 8,14%.

No mercado bolsista nacional, é mesmo a Galp que retira energia ao índice, que caiu bem mais do que média europeia 0,87%. A petrolífera nacional caiu 5,85% para 11,50 €, após a italiana Eni ter anunciado a venda em bolsa de 49 milhões de títulos, o que equivale a 6% do capital da empresa. A Eni fica agora com 24,4% do capital da Galp. As acções chegaram a tocar os 11,40 € por ação, mínimo alcançado em agosto.

É esta a queda da Galp, que impede a bolsa portuguesa de acompanhar a subida dos pares europeus; em terreno positivo, e a impedir maior descida do índice, está a Jerónimo Martins, que subiu 2,18% para 14,75 €, impulsionada por análises favoráveis.

No lado das perdas, a Portugal Telecom arrasta também o índice e perde 1,9% para 3,57 €.

Nota final para a Cofina que volta a disparar esta terça-feira, subindo 14,14% para 0,66 €, suportada nos recentes reforços accionistas.
Redação