O presidente executivo da Galp afirmou esta terça-feira que se a empresa vendesse a sua operação no Brasil «valeria, no mínimo, 15 mil milhões de euros».

Manuel Ferreira de Oliveira, que falava no seminário «Cooperação Portugal-Brasil para a Segurança Energética» em Lisboa, voltou a lembrar a importância da compra por parte da chinesa Sinopec de 30% da Galp Brasil como forma de a empresa portuguesa estar preparada para os grandes investimentos na Bacia de Santos, no Brasil.

«Não há nenhuma empresa portuguesa que tenha estes ativos», disse o presidente executivo da Galp, acrescentando que a empresa já está a participar na instalação de navios flutuantes (FPSO) no campo Lula, em que cada navio custa cerca de 1,3 mil milhões de dólares.

«Os navios FPSO têm uma capacidade de armazenamento de dois milhões de barris», sublinhou Ferreira de Oliveira na conferência organizada pelo Instituto de Defesa Nacional, adiantando que «o primeiro crude do Brasil veio há uma semana para a refinaria de Matosinhos».

O responsável máximo da Galp frisou que, em 2020, a empresa portuguesa «vai ter 14 unidades de navios flutuantes» a operar na Bacia de Santos, sendo que o Brasil será o principal contribuinte para que a Galp esteja a produzir cerca de 300 mil barris diários daqui a oito anos.

«Estamos a produzir 25 mil barris diários e temos a meta de produzir 300 mil barris por dia em 2020, sendo que o país consome cerca de 270 mil barris por dia», afirmou Ferreira de Oliveira.
Redação