O Tesouro italiano garante que o país não está a preparar um pedido de empréstimo do Mecanismo Europeu de Estabilidade para apoiar o setor bancário, negando uma notícia em sentido contrário. Este esclarecimento está a beneficiar a recuperação da banca de Itália, que avança 3% em bolsa. Milão é, de resto, a praça que mais sobe a nível europeu. 

O jornal La Stampa avançou que que Itália deve pedir 15.000 milhões de euros ao ESM para suportar os bancos em dificuldades, incluindo a Banca Monte dei Paschi de Siena. A notícia cita duas fontes do Tesouro, mas o porta-voz da entidade veio refutar.

Itália é praça que mais sobe

Os mercados despertaram positivos esta manhã e continuam, com os juros da dívida a continuarem o movimento de ligeira descida - o que quer dizer que a taxa paga pelos países para se financiarem é mais baixa - e com sinal verde também nas bolsas.

Os investidores estão menos tensos com a situação política em Itália. O primeiro-ministro vai acatar o pedido do Presidente da República e sai só depois da aprovação do Orçamento do Estado. O clima é de recuperação também na expectativa que o BCE reforce os estímulos financeiros na Zona Euro na reunião de amanhã.

Na Alemanha, a bolsa de Frankfurt sobe 0,85% depois de dados económicos positivos e de a chanceler Angela Merkel ter sido reeleita com quase 90% dos votos pelos congressistas do seu Partido Democrata Cristão.

Em França, a bolsa parisiense avança 0,84%. Apesar de o primeiro-ministro Manuel Valls se ter demitido para se candidatar à Presidência da República, numa movimentação política repentina e que não era esperada pelos mercados, foi logo escolhido o novo primeiro-ministro, que tinha até aqui a pasta do Interiror, Bernard Cazeneuve.

A praça de Lisboa também despertou positiva, a avançar quase 0,5%, com destaque para as subidas de quase 7% da Pharol, que viu o High Seas Capital Investment aumentar a participação que tinha par amais do dobro (5,2%). O BCP acompanha também a subida da banca europeia, recuperando 3%.

Vanessa Cruz