O índice PSI20 abriu esta terça-feira a subir muito ligeiramento, e apesar do início de sessão sem sentimento definido na Europa agora é fácil de verificar que as praças negoceiam com tendencia positiva.

Os mercados europeus não estão a ser arrastados por dados sobre a atividade industrial nos Estados Unidos, que caiu mais do que o esperado, para mínimos dos últimos três meses, nem pelo impasse, também na América, em torno das negociações sobre o que é conhecido pelo abismo orçamental.

Milão sobe 0,50%, Madrid valoriza 0,2%; já Frankfurt cai 0,16% e Lisboa segue a perder muito pouco, perto do equilíbrio, a cair apenas 0,04%.

A bolsa nacional acordou pintada de vermelho, com exceção da EDP Renováveis, que valoriza 0,79% para 3,82 €, da Sonae que sobe 1,2%; e sobretudo da Portugal Telecom, que que mostra agora alguns sinais de recuperação, depois de ontem ter fechado o dia a perder 3%: está a valorizar 0,46% para 3,48 € e é, álias, o que está a ajudar o índice nacional.

O Banif já chegou a derrapar mais de 8%, mas o que tem verdadeira influência no PSI20 é a desvalorização de 0,6% da Jerónimo Martins e a derrapagem de 0,17% da Galp Energia.

O BCP também negoceia no vermelho, a perder 1,39% para 0,071 € e o BES corrige do dia de ontem, em que foi a estrela da sessão, ao perder 0,62% para 0,796 €. O Banco Espírito Santo sentiu ontem uma forte valorização, beneficiando de uma análise positiva do banco JP Morgan.

No outro lado do atlântico, a bolsa de Wall Street encerrou no vermelho, com o Dow Jones a cair quase 0,5%, também por culpa dos dados sobre a atividade industrial, que caiu mais do que o esperado.

A isto junta-se o medo de um impasse nas negociações do orçamento nos Estados Unidos: Barack Obama recusou a proposta dos republicanos para reduzir o défice orçamental e exige seriedade nas contra-proposta. O principal obstáculo das negociações está nas famílias com rendimentos anuais superiores a 250 mil dólares: Obama garante que vetará qualquer plano que não inclua subida de impostos a partir deste valor e os republicanos insistem que não querem aumentar impostos.

O braço-de-ferro continua, e disso aqui vamos dando conta, sobretudo porque estamos a menos de um mês para a entrada em vigor da receada combinação de cortes profundos na despesa e subida de impostos, designada por abismo orçamental, sobre o qual democratas e republicanos não se entendem.

As principais praças do continente asiático também fecharam a perder, contagiadas por este indicador económico e, claro, pelo impasse em torno do precipício orçamental. E os futuros indicam que Wall Street deverá abrir em queda.

Quanto ao petróleo, o preço do barril abriu hoje em baixa, está a valer 110,70 dólares.
Redação / JF