O Tesouro português colocou esta quarta-feira 1.500 milhões de euros em títulos de dívida a três e 18 meses. Foi o valor máximo do montante indicativo, estabelecido entre os 1.250 e os 1.500 milhões de euros.

De acordo com os dados já revelado pela Agência de Gestão de Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), foram colocados 1,2 mil milhões de euros em dívida a 18 meses, e 300 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a três meses.

No leilão de Bilhetes a 18 meses, que vencem em setembro de 2014, os juros baixaram para 1,506%, face ao leilão anterior, de 16 de janeiro, em que o país pagou 1,963%. Já na colocação de títulos a três meses, as taxas foram mais altas: situaram-se em média nos 0,757%, face aos 0,737% do anterior leilão, de 20 de fevereiro.

A procura manteve-se forte. No caso dos títulos a 18 meses, superou a oferta 2,1 vezes (no último leilão semelhante tinha sido melhor, 2,7 vezes a oferta). Já nos Bilhetes a três meses, a procura excedeu 3,8 vezes o montante colocado, mais forte do que no leilã de fevereiro (quando foi 2,4 vezes a oferta).

Este é o segundo teste ao mercado desde a emissão a cinco anos de 23 de janeiro em que foi feita uma emissão sindicada de dívida de cinco anos, na qual que o Tesouro colocou 2,5 mil milhões de euros, pagando uma taxa abaixo dos 5%.
Paula Martins