A bolsa de Lisboa abriu esta segunda-feira a valorizar, segue agora a ganhar 0,08%, apesar de iniciado a sessão a ganhar 0,26%, com vários pesos-pesados a penalizar o índice.

A Europa também está a valorizar: Milão sobe 0,75%, Paris 0,46%, Londres 0,37% e Madrid está no vermelho, em contraciclo, perde 0,13%, a refletir as declarações do

primeiro-ministro espanhol que disse ser difícil atingir a meta do défice de 6,3%.

Há dados macroeconómicos vindos da China, que são importantes e que também contagiam positivamente os mercados. A produção de indústria transformadora cresceu: os dados de novembro são os mais elevados em sete meses, e isto diz aos investidores que a economia chinesa está em clara recuperação.

Na Ásia, as bolsas fecharam a subir: Tóquio encerrou em alta de 0,13%.

Esta segunda-feira, a agência grega de gestão da dívida (PDMA) lança uma operação de recompra de uma parte da dívida soberana do país, combinada com os credores de fundos da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em Lisboa, o BES lidera e ganha 1,83% para 0,78 €; a EDP ajuda ao índice, ganha 0,77% para 1,96 €; a perder, a Galp Energia a cair 0,3% para 11,76 €; a Portugal Telecom também, e já tinha estado a cair na sexta-feira, perde 0,76% para 3,55 €; e a Jerónimo Martins cai 0,8% para 14,23 €.

Os Estados Unidos também condicionam positivamente os índices europeus, com a expetativa de que republicanos e democratas cheguem a acordo em relação ao que já é conhecido por precípio orçamental.

Ontem, à CNN, o secretário de Estado do Tesouro, Timothy Geithner, radicalizou um pouco o discurso, sublinhou que a «bola está no campo dos republicanos», que devem apresentar um plano alternativo, se não aceitarem este acordo. Ora sem acordo até ao final de dezembro, em janeiro entrará em vigor uma abrupta combinação de cortes na despesa do Estado e aumento de impostos: um combinação conhecida por abismo orçamental, que com certeza levará a maior economia do mundo de novo para a recessão.

Os futuros norte-americanos indicam que Wall Street deverá abrir em alta. Também em alta, está o petróleo, o barril de Brent abriu a subir para 111,35 dólares.
Redação / JF