O mercado dos brinquedos em Portugal registou uma quebra de 9,4 milhões de euros nos primeiros seis meses, ou menos 19% do que em igual período do ano passado, segundo dados da empresa de estudos de mercado GfK.

O mercado de brinquedos em Portugal apresentou uma quebra de 9,4 milhões de euros no primeiro semestre de 2021, registando-se uma variação negativa (-19%) em relação ao mesmo período do ano passado”, indicou, em comunicado, a GfK Portugal.

De acordo com a empresa, o valor verificado entre janeiro e junho deste ano foi de 39,4 milhões de euros, quando no mesmo período de 2020 atingia 48,8 milhões de euros.

Esta tendência verificou-se em quase todas as categorias de brinquedos, com exceção dos eletrónicos.

As bonecas, jogos e puzzles e figuras de ação tiveram, entre janeiro e junho, as maiores quedas, com, respetivamente, menos 33%, 26% e 23%.

O estudo “Principais tendências no mercado de brinquedos em Portugal no 1.º semestre de 2021” concluiu ainda que a categoria bonecas perdeu relevância em Portugal, caindo de 19% para 15,8%, enquanto as construções passam a apresentar o maior peso, com 17,1%, acima dos 14,5% do período homólogo.

No primeiro semestre, destacou-se ainda o aumento da quota de desporto e ar livre, bem como uma descida na quota de jogos e puzzles.

Por sua vez, o preço médio de mercado cresceu 1,6% para 11,9 euros, embora se tenha verificado diferenças entre categorias.

O mercado licenciado continua a perder relevância e caiu 24%, representando 21% do mercado no primeiro semestre deste ano (face a 23% no período homólogo). Esta tendência negativa mantém-se desde 2016, [quando] o mercado licenciado representava 27%”, acrescentou.

A GfK audita o mercado de brinquedos desde 2014, com uma cobertura de cerca de 90%.

Para a realização desta análise foram auditadas mais de 2.000 lojas.

A amostra inclui os principais retalhistas que vendem brinquedos em Portugal, nos diferentes canais, como hipermercados, supermercados e especialistas.

/ HCL