A bolsa de lisboa segue esta segunda-feira a valorizar, depois de uma abertura em alta, apesar de ter invertido rapidamente ter passado parte da manhã a perder, por culpa da Portugal Telecom e Jerónimo Martins, dois pesos-pesados que estão a penalizar o índice nacional.

Ainda assim, a bolsa de Lisboa está no verde, a ganhar 0,3%, a acompanhar a Europa. Até madrid, que abriu no vermelho, penalizada pelas declarações do primeiro-ministro espanhol que disse recear não cumprir a meta do défice, acabou por inverter e segue agora a ganhar 0,8%.

Quem lidera a tabela é Milão, ganha 1,38% e Frankfurt valoriza 0,48%.

A Europa segue animada por dados macroeconómicos vindos da china, e que contagiam os mercados: a produção da indústria transformadora cresceu ¿ os dados de novembro são os mais elevados em 7 meses, o que diz aos investidores que a economia chinesa está em clara recuperação, prova disso é que as bolsas asiáticas já encerraram o dia, e fecharam a ganhar.

A verdade é que o PSI20 está no verde, mas a descida dos pesos pesados Portugal Telecom e Jerónimo Martins impede a bolsa de Lisboa de acompanhar os ganhos das pares europeias.

A Portugal Telecom perde 1,2% para 3,53 €; a Portugal Telecom anunciou na sexta-feira uma queda homólogo do lucro de 29% no terceiro trimestre, em linha com o esperado. Certo é que penalizou a bolsa nacional logo na sexta-feira e hoje também.

A Jerónimo Martins, outro peso pesado, que penaliza o índice, cai 0,17% para 14,32 €.

Nota positiva para o BES, que lidera a valorização da bolsa nacional, sobe 4,69% para 0,80 €. Também a EDP sobe 2,1% para 1,99 €.

A Galp Energia que abriu a perder, mas está agora a recuperar ligeiramente, a ganhar 0,09% para 11,80 €.

Apesar de os futuros indicarem uma abertura em alta em Wall Street, os Estados Unidos continuam a preocupar os investidores.

Ontem, na CNN, o secretário de Estado do Tesouro desafiou os republicanos a avançarem com propostas alternativas, depois de terem recusado o plano dos democratas. E o braço-de-ferro conitnua: se um acordo não for alcançado até ao final deste ano, em janeiro entrarão automaticamente cortes abruptos na despesa pública, e aumento de impostos, o que irá empurrar a maior economia do mundo de novo para a recessão.

Ainda assim, e expectantes num acordo, porque está muito em causa. Os futuros indicam uma abertura em alta de Wall Street.

Uma última nota para o euro, que segue em maximos de seis semanas face aó dólar.
Redação / JF