[Notícia atualizada às 17h00 com mais informação]

O pedido para que a Brisa deixe a bolsa está ainda a ser analisado pela Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que é quem tem competência para tomar essa decisão.

O acionista Tagus entregou ontem um requerimento à CMVM a solicitar «a perda de qualidade de sociedade aberta da Brisa», uma vez que, através de uma Oferta Pública de Aquisição, detêm já 92% dos votos.

E, se a CMVM decidir aceitar o pedido, e segundo a legislação, a Tagus não fica obrigada a comprar os restantes 7% da empresa liderada por Vasco de Mello.

Já o regulador do mercado esclareceu esta quarta-feira que este pedido «pressupõe uma decisão favorável, estando em curso a análise do pedido em apreço».

Segundo a Reuters, o pedido levou a que a Brisa valorizasse esta quarta-feira mais de 22% em bolsa; o mercado especula que um auditor externo será nomeado para definir o preço justo a que, no âmbito daquela retirada de bolsa, a Tagus terá de comprar as ações que não controlar. E o preço, escreve a Reuters, será superior ao preço a que está a negociar.

Recorde-se que a OPA foi concluída a 9 de agosto, com cada ação a ser adquirida a 2,76 € por ação, com a Tagus a controlar 84,8% do capital e 92% dos direitos de voto da Brisa.
Redação