O primeiro-ministro espanhol disse esta quarta-feira que os títulos de dívida europeus - as chamadas eurobonds - vão acabar por ser criados, sem no entanto adiantar quando espera que este mecanismo de emissão de dívida esteja em funcionamento.

José Luis Zapatero disse, citado pela Lusa durante um debate no Parlamento espanhol, «não se atrever» a apontar datas mas acredita que o mecanismo vai ser criado, mais cedo ou mais tarde.

Esta ideia foi defendida recentemente pelo presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, apesar de a Alemanha e a França se mostrarem contra. Para este governante, «há um movimento de ataque à coesão do euro» e, neste contexto, a União Europeia tem de saber dar uma resposta positiva.

Também o Governo português é a favor das eurobonds. «Há dois pilares de defesa da união monetária que têm de ser aprofundados. Um é o orçamento comunitário e outro é a criação de um Tesouro europeu. A proposta concreta de emissão de eurobond' é um exemplo de iniciativas que têm de ser ponderadas e levadas a cabo a curto prazo», disse recentemente o secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina.

Euro está «numa encruzilhada». Solução?
Redação / VC