A capital portuguesa continua a chamar a atenção em termos mundiais, sobretudo quando os temas são a qualidade de vida e a segurança.

De acordo com o 21º estudo anual da consultora Mercer, “Mercer 2019 Quality of Living Survey”, Lisboa sobe na lista das cidades com melhor qualidade de vida, para a 37ª posição, acima de Madrid, Barcelona, Paris, Londres ou Nova Iorque.

Melhor ainda quando o tema é a segurança. Lisboa avança doze posições em relação a 2005 e passa para a 31ª.

“Estamos a atravessar um momento estável a nível económico, com investimento internacional, uma taxa de desemprego relativamente baixa e resultados animadores no que toca, por exemplo, às exportações. A qualidade de vida da capital portuguesa tem vindo a evoluir em todos os sentidos, fazendo de Lisboa uma opção incontornável a nível internacional” justifica o líder da área de Rewards da Mercer | Jason Associates, Tiago Borges.

De resto, as cidades europeias continuam a ter a qualidade de vida mais elevada, com Viena (1º), Zurique (2º) e Munique (3º) a ocuparem o primeiro, segundo e terceiro lugares na Europa, mas também no mundo.

O “prémio” da cidade mais segura do Velho Continente vai para o Luxemburgo, seguida de Basileia, Berna, Helsínquia e Zurique, reunidas em segundo lugar. Moscovo (200º) e São Petersburgo (197º) foram, este ano, consideradas as menos seguras na Europa.

Já as urbes que mais caíram no ranking na Europa Ocidental entre 2005 e 2019 foram Bruxelas (47º), devido aos ataques terroristas recentes e Atenas (102º), refletindo a sua recuperação lenta da convulsão económica e política, em seguimento da crise financeira mundial.

As tensões comerciais e as tendências populistas continuam a dominar o clima político e económico global. A conjugação entre o espectro de uma política monetária restritiva e a volatilidade iminente dos mercados leva a que os negócios internacionais se encontrem mais pressionados do que nunca para garantir que as operações no estrangeiro tenham sucesso”, acrescenta o comunicado da consultora

“As cidades melhores pontuadas são as que perceberam que a qualidade de vida é uma componente essencial no que se refere à atratividade de negócios e à mobilidade de talento”, conclui.

Por isso mesmo, globalmente, Viena lidera o ranking pelo 10º ano consecutivo, seguida de perto por Zurique (2ª). Em terceiro lugar partilhado encontram-se Auckland, Munique e Vancouver – a cidade com melhor ranking na América do Norte nos últimos 10 anos. Singapura (25ª), Montevideo (78ª) e Porto Luís (83ª) mantêm o seu estatuto enquanto as cidades com o ranking mais elevado na Ásia, América do Sul e África, respetivamente.

Apesar de Bagdade continuar no lugar mais baixo da lista, verificaram-se melhorias significativas associadas aos serviços de segurança e saúde. Já Caracas viu as suas condições de vida caírem devido à instabilidade política e económica.

O estudo da Mercer “é desenvolvido anualmente para permitir a empresas multinacionais e outras organizações remunerarem os seus colaboradores de forma justa quando os colocam em projetos internacionais.”

Além de dados relativamente à qualidade de vida, o estudo da Mercer faz uma avaliação de mais de 450 cidades em todo o mundo. Este ranking inclui 231 destas cidades.

Alda Martins