António Costa assegura que o Governo ainda não está em campanha eleitoral, mas o facto é que 2019 mal começou e não faltam iniciativas governamentais na área dos transportes e infraestruturas.

Com tantos anúncios em matéria de obras públicas – depois do aeroporto do Montijo, a CP e agora o Metro de Lisboa – os jornalistas, que acompanharam o primeiro-ministro numa viagem de metro entre as estações da Baixa-Chiado e Alto dos Moinhos, quiseram saber se a campanha eleitoral já arrancou. A esta questão Costa respondeu que: “não arrancou a campanha eleitoral”, mas agora [com a economia a recuperar] “é possível o investimento público que era essencial.”

Seja por questões políticas ou para acelerar as conclusões do estudo de impacto ambiental – aguardado há já algum tempo-, o certo é que o Governo assinou esta terça-feira um memorando de entendimento com a ANA, que irá a suportar o investimento superior a 1.100 milhões de euros no aeroporto do Montijo, que passa ainda pela expansão do aeroporto da Portela. Mas não é ainda definitivo, já que a primeira pedra só pode ser lançada depois de concluído o estudo de impacto ambiental.

Hoje mesmo, o chefe de Executivo reforçou que o aeroporto "não se fará se o estudo de impacto ambiental não permitir", mas não deixou de referir que  "o  plano B seria um enorme problema para a região de Lisboa".

"Hoje não podemos ter uma solução que demore 10 a 15 anos (...)", disse assegurando que a solução para o Montijo "não é provisória."

A solução que defendi, e muitos, há 10 anos era a construção de um aeroporto de raiz, e único, em, Alcochete. Era possível há 10 anos se as condições de privatização da ANA não fossem as que foram", sublinhou.

Sobre a expansão do Metro de Lisboa, que justificou a viagem de Costa nas linhas Verde e Azul, o objetivo, para já, é a adjudicação por concurso público de a obra, para a construção do prolongamento do Metro de Lisboa entre o Cais do Sodré e Rato e a criação das novas estações de Estrela e Santos, aconteça entre junho e julho, num investimento de 210 milhões de euros, apoiado por fundos comunitários.

O líder do Governo disse tratar-se de uma “peça fundamental” da estratégia que têm vindo a desenvolver-se na Metro de Lisboa e que passou por encomendar novas unidades, um novo sistema de segurança, reparações das avarias crónicas [em muitas escadas rolantes] e o alargamento das estações [linha Verde]. Agora a conclusão e fecho do anel entre a linha Verde e Amarela.

Se tudo correr bem a obra estará pronta em 2023, mas Costa não se quis comprometer porque podem surgir imprevistos.