O primeiro-ministro não se quis comprometer com o ano de 2023 para que a obra, que hoje foi sinalizada com a abertura de um concurso público, no Metro de Lisboa esteja concluída.

Aos jornalistas, António Costa, que para assinalar a ocasião viajou entre as estações da Baixa-Chiado e Altos dos Moinhos, disse haver um "grande risco" ao falar de 2023 porque basta haver qualquer contratempo, como a impugnação do concurso por parte de um dos concorrentes, para que haja atrasos.

Para já, o objetivo é que a adjudicação da obra, para a construção do prolongamento do Metro de Lisboa entre o Cais do Sodré e Rato e a criação das novas estações de Estrela e Santos, aconteça entre junho e julho, num investimento de 210 milhões de euros, apoiado por fundos comunitários.

O líder do Governo disse tratar-se de uma “peça fundamental” da estratégia que têm vindo a desenvolver-se na Metro de Lisboa e que passou por encomendar novas unidades, um novo sistema de segurança, reparações das avarias crónicas [em muitas escadas rolantes] e o alargamento das estações [linha Verde]. Agora a conclusão e fecho do anel entre a linha Verde e Amarela.

Sobre se esta é a melhor opção, Costa respondeu que, pelos estudos era a que surgia como a melhor para resolver alguns problemas, concretamente, de tráfego. Não excluídos que outras melhorias e mudanças possam acontecer no futuro.

Com tantos anúncios em matéria de obras públicas – depois do aeroporto do Montijo, a CP e agora o Metro – os jornalistas quiseram saber se a campanha eleitoral já arrancou. A esta questão o primeiro-ministro respondeu que: “não arrancou a campanha eleitoral”, mas agora “é possível o investimento público que era essencial.”

Só na ferrovia, "pela primeira vez em muitas décadas são dois mil milhões de euros que estão a ser investidos", sinalizou.

Com o Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas 2014-2020 (PETI3+) ainda em execução, o Governo deve levar esta quinta-feira a Conselho de Ministros, a proposta de plano nacional de investimento que prepara o inicio da discussão em Bruxelas do próximo quadro comunitário de apoios nesta área.