Os trabalhadores do Metro de Lisboa decidiram voltar a fazer greve a 6 de novembro, uma terça-feira, primeiro dia oficial da Web Summit, que traz milhares de pessoas a Lisboa. 

Depois da paralisação desta manhã de quinta-feira, entre as 05:00 e as 09:30, a próxima paralisação também será no mesmo horário, confirmou à TVI24 Anabela Carvalheira, dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS).

São de esperar grandes constrangimentos nesse dia, uma vez que entre os 70 mil participantes aguardados para o evento tecnológico, muitos deles costumam deslocar-se para o Parque das Nações de transportes públicos. Já para não falar das centenas e centenas de pessoas que todos os dias utilizam o metro para irem trabalhar na capital.

Os trabalhadores contestam o processo negocial em curso, nomeadamente a atualização dos salários para os anos de 2018 e 2019. Os sindicatos defendem que o aumento proposto pela administração, de 24,50 euros, deve ser apenas para 2018 e com retroativos a 1 de janeiro.

Também exigem, entre outras coisas, que "a promessa" da tutela para reforços no "movimento e manutenção" seja mesmo posta em prática. 

Na paralisação desta quinta-feira, que decorreu até por volta das 09:30, a mesma dirigente denunciou que os trabalhadores estiveram impedidos de fazerem greve no seu posto de trabalho. Mesmo assim, os níveis foram, segundo o sindicato, "elevados". 

Os trabalhadores já estão a realizar, desde o dia 9, uma greve ao tempo extraordinário.