O estudo sobre a expansão do metro do sul do Tejo contempla uma ampliação para poente do concelho de Almada, até à Costa da Caparica, bem como para nascente, revelou hoje o ministro do Ambiente e da Ação Climática.

João Pedro Matos Fernandes, que tutela os transportes urbanos, foi ouvido esta quarta-feira no parlamento, na comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

Numa resposta ao deputado do PS Filipe Pacheco (eleito pelo circulo de Setúbal), Matos Fernandes referiu que, durante o mês de fevereiro, será apresentado o relatório do estudo sobre a expansão do Metro Transportes do Sul, que atravessa Almada e Corroios (concelho do Seixal).

A indicção que temos, sublinho, porque o relatório ainda não foi entregue, é que foi contemplada a expansão para poente do concelho de Almada, até à Costa da Caparica, quer para nascente”, disse Matos Fernandes.

De acordo com o ministro, enquanto “'Light Rail Vehicle [LRV]', metro ligeiro, haverá procura para a sua expansão até poente, até à Costa da Caparica, para nascente não há procura que justifique um 'light rail', mas sim um BRT ['Bus Rapid Transit', na sigla em inglês]”, ou seja, uma via dedicada a autocarros.

Matos Fernandes salientou, contudo, que a análise “ainda terá de ser feita”, recusando que seja tomada uma decisão baseada somente em dados da procura.

“Não se pode bastar apenas dos dados da procura, são fundamentais, mas também tem de ver com a infraestrutura que já existe, com o custo da infraestrutura e com o facto de haver aqui material circulante em excesso”, sublinhou.

O Metro Sul do Tejo é um metropolitano de superfície, elétrico, que circula nas principais artérias da cidade de Almada, pela EN10 até Corroios e nas vias urbanas do Monte da Caparica, aproveitando o traçado da via alternativa ao Monte da Caparica.

/ MJC