O presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, rejeitou esta terça-feira uma redução da taxa de IVA na região, considerando ser muito mais importante reduzir os impostos sobre os rendimentos.

É muito mais razoável, do nosso ponto de vista, a redução dos impostos sobre o rendimento, como aconteceu na Madeira. Já fizemos a última redução quer do IRC, quer do IRS e ainda da derrama, que significou uma redução de 49 milhões de euros, do que estarmos a fazer uma redução do IVA […], que foi essa a redução dos Açores”, afirmou Miguel Albuquerque, em declarações aos jornalistas à margem da inauguração da obra “Coroa do Ilhéu”, em Câmara de Lobos.

Em 23 de junho, o Governo Regional dos Açores anunciou que a taxa normal de IVA nos Açores ia passar de 18% para 16% a partir de 01 de julho.

O presidente do executivo madeirense, de coligação PSD/CDS-PP, salientou ainda que uma “redução de forma progressiva [dos impostos] em função do rendimento das pessoas é muito mais importante do que um imposto sobre o consumo”.

Relativamente ao processo de vacinação contra a covid-19 e ao anúncio do executivo regional de que as crianças a partir dos 12 anos iriam começar a ser já vacinadas, ao contrário do que acontece no continente, Miguel Albuquerque afirmou que a Madeira tem uma orientação própria, que “tem dado resultado”.

“O que vamos fazer agora é vacinar os jovens porque esta variante Delta tem uma incidência muito forte nos jovens. Portanto, primeiro vamos fazer a vacinação agora nas férias dos estudantes universitários [...] que vêm para a Madeira”, disse, acrescentando que será igualmente iniciada “de forma acelerada” a vacinação de jovens com mais de 12 anos.

Questionado sobre a continuação das medidas restritivas nas visitas a lares, Miguel Albuquerque ressalvou que “o primeiro valor a salvaguardar é a vida das pessoas”.

A obra escultórica “Coroa do Ilhéu” inaugurada hoje nos Jardins do Ilhéu de Câmara de Lobos foi realizada pelo artista plástico madeirense Ricardo Gouveia, conhecido no mundo das artes por Rigo.

Uma centena de pessoas estiveram envolvidas na construção da escultura, segundo Rigo, que assumiu que a sua maior motivação “foram as memórias de infância”, em que passava pela praia e via os barcos a serem construídos.

A obra, de madeira, betão e azulejos e que representa um barco ‘Xavelha’ de cerca de 10 metros – nome dado às tradicionais embarcações utilizadas na pesca do peixe espada preto – e um pescador, foi encomendada pela Secretaria Regional de Turismo e Cultura e representou um investimento de cerca de 65 mil euros.

“Durante sete décadas isto foi o bairro dos pescadores e eu acho que fui uma conduta para dar mais visibilidade a essa presença que existiu aqui durante bastante tempo”, declarou o artista madeirense, relembrando o porquê da escolha dos Jardins do Ilhéu para colocar a escultura.

/ RL