O banco BCP teve lucros de 301,1 milhões de euros em 2018, mais 61,5% do que os resultados de 2017, divulgou o presidente executivo, Miguel Maya, em conferência de imprensa.

Antes da apresentação das contas de 2018, o presidente do Conselho de Administração, Nuno Amado, fez uma intervenção inicial em que destacou o plano de reestruturação que o banco passou nos últimos anos, que considerou “coerente, complexo, bem implementado” e que permitiu ao BCP, depois de anos de prejuízos em 2013, 2014 e 2015, ter regressado aos lucros em 2015, 2016, 2017 e 2018.

Apresentamos resultados positivos, crescentes e consistentes. Vamos ao ritmo certo”, considerou Amado, que em julho do ano passado deixou de ser presidente executivo (cargo que ocupava desde 2012) e passou a presidente do Conselho de Administração (‘chairman’, não executivo).

Comissão executiva do BCP quer distribuir 30 ME em dividendos aos acionistas

A comissão executiva do BCP propôs que o banco distribua em dividendos 10% dos lucros obtidos em 2018, o equivalente a cerca de 30 milhões de euros.

Esta informação foi divulgada hoje pelo presidente executivo do BCP, Miguel Maya.

A proposta terá de ser aprovada em Conselho de Administração e submetida à assembleia-geral de acionistas, que decorrerá em 22 de maio.

O BCP tem como acionistas de referência o grupo chinês Fosun (27,06%), a petrolífera angolana Sonangol (19,49%), o fundo de investimento BlackRock (3,39%) e o Grupo EDP (2,11%).

Presidente do BCP diz que distribuir dividendos demonstra "normalização do banco"

O presidente executivo do BCP, Miguel Maya, disse hoje, em conferência de imprensa, que a proposta de distribuição de 30 milhões de euros em dividendos demonstra ao mercado a "normalização do banco".

É muito importante para sinalizar ao mercado a normalização do banco", disse Miguel Maya, considerando que a proposta de distribuição de dividendos é prudente até porque os "desafios continuam relevantes no sistema financeiro".