Depois da grande embrulhada em que ainda está a Caixa Geral de Depósitos e respetiva equipa de gestão, agora há que olhar em frente e encontrar um substituto para António Domingues. A TVI sabe que o novo presidente do banco público deverá vir do estrangeiro e que Miguel Melo Azevedo pode bem ser o senhor que se segue na liderança da CGD.

Tem 52 anos. Trabalha, desde 2010, no Citigroup, banco norte-americano e um dos maiores a nível mundial. Mas é em londres que exerce a profissão de banqueiro.

Foi lá, na city londrina, centro financeiro da capital do Reino Unido, que Miguel Melo Azevedo esteve presente num encontro com o Presidente da República, no qual participou também o ministro das Finanças Mário Centeno, entre vários convidados, investidores e banqueiros (veja o vídeo, em cima)

O almoço restrito aconteceu à margem do encontro de Marcelo Rebelo de Sousa com a rainha de Inglaterra e aconteceu há pouco mais de quinze dias, já a polémica da CGD fazia correr muita tinta e muitos especulavam se a equipa de António Domingues se aguentaria à frente do banco público.

Desde o início da controvérsia, Marcelo teve sempre voz ativa e agora não é exceção. Hoje mesmo disse esperar que haja "a possibilidade de fazer o mais importante, que é uma Caixa forte, pôr de pé o plano de restruturação e recapitalização para o bem dos portugueses".

Tem-se falado em vários nomes para substituir António Domingues na presidência. Para o comum dos portugueses, Miguel Melo Azevedo é um rosto desconhecido, uma escolha inesperada, literalmente fora da Caixa.

Com curriculum internacional, depois de completar os estudos em Londres e antes de trabalhar no  Citigroup, na área da banca de investimento com especial enfoque em África, passou pela Goldman Sachs e pela Merryl Lynch, outros dois gigantes da banca internacional.

E será a forte aposta do Governo e do Presidente da República para pôr um fim à novela da Caixa. António Costa prometeu indicar os novos nomes para a administração ainda esta semana. 

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