O ministro do Estado, da Economia e da Transição Digital afirmou esta quarta-feira estar "convicto" que "faz sentido" tentar proteger o ativo TAP desde que se assegure que a companhia aérea é uma "empresa viável" a médio e longo prazo.

Pedro Siza Vieira respondia ao deputado da Iniciativa Liberal (IL) João Cotrim Figueiredo, na audição regimental da comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação.

Estou convencido, e o Governo partilha convictamente desta ideia, de que faz sentido tentarmos proteger este ativo desde que consigamos assegurar que a TAP é uma empresa viável a médio e longo prazo, e que encontra uma possibilidade de se sustentar e fazer recuperar o investimento que o Estado está a fazer", afirmou o governante.

Salientou que "há poucas empresas em Portugal que tenham um valor estratégico como a TAP tem, o setor do transporte aéreo é crítico para a economia portuguesa".

Aliás, "é crítico termos uma empresa que dê o contributo para a balança comercial que a TAP dá", exemplificando que "sempre que um americano viaja para a Europa através da TAP é uma exportação que o país faz, sempre que um português viaja para os Estados Unidos ou para Brasil numa companhia aérea estrangeira é uma importação que o país faz".

"A TAP dá um contributo enorme para a balança comercial", como também "para o conhecimento e emprego qualificado", destacou o ministro.

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