A Moody’s considera positiva para o Novo Banco uma eventual recapitalização deste pelo Fundo de Resolução bancário, detido a 100% pelo Estado.

Este plano é positivo para o crédito do Novo Banco porque o banco receberá fundos próprios adicionais. Os fundos adicionais ajudarão o Novo Banco a acelerar a redução do risco do seu balanço, que está constrangido por um ‘stock’ elevado de ativos problemáticos"

A vice-presidente da Moody’s e analista do Novo Banco Pepa Mori, reagia assim ao que foi admitido pelo secretário de Estado adjunto e das Finanças, no passado fim de semana: "Existe a possibilidade de, ao abrigo do mecanismo de capital contingente e caso se venham a verificar perdas que afetem o rácio de capital e o ponham abaixo do 'triggers', o Fundo de Resolução poder vir a ser chamado", disse Mourinho Félix.

Já em inícios de janeiro o mesmo governante tinha dado indicação, no Parlamento, de que a fatura do Novo Banco poderia ser superior.

Segundo a imprensa, o Novo Banco poderá apresentar prejuízos entre 1.000 e 2.000 milhões de euros referentes a 2017.

O banco pertence maioritariamente (em 75%) ao fundo norte-americano Lone Star, desde outubro do ano passado. O Fundo de Resolução detém os restantes 25%.

A compra do Novo Banco não implicou o pagamento de qualquer preço. O Lone Star acordou injetar 1.000 milhões de euros no Novo Banco para o capitalizar.

No âmbito da venda foi acordado um mecanismo pelo qual o Fundo de Resolução poderá ter de compensar o Novo Banco por perdas de capital resultantes de um conjunto de ativos tóxicos, no máximo de 3,89 mil milhões de euros.