«Não há dinheiro. Qual é a parte desta frase que não entende?» Foi com esta frase que o secretário de Estado do Orçamento, Luís Morais Sarmento, justificou o despacho do ministro das Finanças proibindo despesas nos ministérios sem a sua autorização prévia.

Morais Sarmento, que falava no Parlamento durante um debate a pedido do PCP , assegurou que o despacho de Vítor Gaspar permite «manter toda a Administração Pública a funcionar» ao mesmo tempo que garante a preservação da margem de manobra do Governo «durante o período de definição política» das medidas de austeridade que terão de ser tomadas em substituição daquelas que foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional. Na verdade, a medida, que é temporária, apenas impede «os novos compromissos».

Em vez de tomar medidas alternativas às chumbadas, o PCP sugeriu que o Governo deixasse simplesmente derrapar o défice orçamental, violando as metas assumidas perante a troika.

Na resposta, Morais Sarmento questionou: «Qual é a parte da frase 'não há dinheiro' que não entende?».
Redação