Cerca de 33,2% do valor de empréstimos às empresas e 16,1% do total de empréstimos aos particulares estavam sob moratória no final de janeiro, num montante de 24 e 20 mil milhões de euros, respetivamente, segundo dados do BdP.

Segundo as novas estatísticas mensais do Banco de Portugal (BdP) sobre moratórias de crédito, que passam a ser divulgadas no último dia útil de cada mês, no final de janeiro tinham empréstimos em moratória 54 mil sociedades não financeiras (22,4% do total de empresas devedoras) e 408 mil particulares (8,8% do total de devedores).

As empresas de alojamento e restauração eram as que mais se destacavam, com 57% do montante dos seus empréstimos abrangidos por esta medida.

Considerando apenas os setores classificados como “mais vulneráveis” à pandemia (definidos no Decreto-Lei 22-C/2021 de 22 de março de 2021 e de que são exemplo o alojamento, a restauração ou a cultura), o BdP reporta estarem em suspensão de pagamento um total de 8,4 mil milhões de euros, representativos de 34,4% do total de empréstimos das sociedades não financeiras em moratória.

No que respeita aos particulares, dos 20.000 milhões de euros em moratória, 86% (17.100 milhões de euros) correspondiam a empréstimos para habitação, dos quais 3,7 mil milhões de euros estavam sob moratória privada, que termina já no final do corrente mês de março.

As estatísticas mensais sobre os empréstimos abrangidos por moratórias (pública e privadas) que agora passam a ser divulgadas pelo BdP têm por base os elementos reportados pelas instituições financeiras à Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal.

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