A reunião desta segunda-feira, entre o Sindicato de Motoristas de Matérias Perigosas e a ANTRAM terminou novamente sem acordo, pelo que terá de ser o Governo a decidir os serviços mínimos a aplicar durante a nova paralisação, com início marcado para 7 de setembro.

Ficou estipulado que, durante a semana, os trabalhadores vão trabalhar oito horas, com uma hora de pausa para almoço, como já estava redigido no pré-aviso de greve. Contudo, tanto a ANTRAM como o sindicato não souberam explicitar a percentagem necessária de serviços mínimos a decretar em vários setores da economia, pelo que terá de ser o Governo a decidir.

Há pontos onde foram acordados serviços mínimos", esclareceu, no entanto André Matias de Almeida, porta-voz da ANTRAM, que garantiu que na saúde os serviços mínimos serão de 100%.

Já o presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), Francisco São Bento, afirmou que "na teoria houve acordo, mas, na prática, não deu para perceber o nível de serviços mínimos que nos foi pedido relativamente aos sábados.

"Uma vez que não há forma nem de o sindicato conseguir verificar, nem de a própria Antram ter noção dos níveis de serviços mínimos que são necessários, decidimos deixar ao [Governo] a decisão sobre os serviços mínimos”.

Francisco São Bento notou ainda que a reunião, que decorreu durante cerca de sete horas, "foi bastante produtiva", acrescentando que as duas partes "estão no bom caminho".

Por sua vez, o porta-voz da Antram, André Matias de Almeida, afirmou que "as partes concordam" que deve haver serviços mínimos, tendo a associação patronal proposto que estes fossem aos sábados, domingos e feriados.

"Essa proposta foi recusada pelo sindicato. O sindicato entende que devem ser as entidades governamentais a [decretar] a percentagem que deve constar nos serviços mínimos", assegurou o também advogado.

No entanto, André Matias de Almeida garantiu que patrões e sindicato chegaram a acordo relativamente a alguns pontos, nomeadamente para a área da saúde, tendo o sindicato aceitado que neste domínio os serviços mínimos fossem de 100%.

"A Antram continua de boa-fé negocial e a dizer que não negoceia com pré-avisos de greve. Entendemos que é na mediação que as partes se devem encontrar para ouvir os seus argumentos", concluiu.

Francisco São Bento já tinha afirmado, esta tarde, estar confiante de que, na reunião de hoje, a ANTRAM mostrasse “boa-fé negocial”, permitindo que as duas partes avançassem para a negociação.

O responsável tinha vincado ainda que os motoristas vão cumprir as nove horas de trabalho, incluindo a pausa para almoço, conforme estipula a lei, e que vão ser assegurados, durante esse período, todos os serviços.

Por sua vez, o porta-voz da Antram, André Matias de Almeida, referiu que o pré-aviso do sindicato era “dúbio” e que a proposta dos patrões não incluía serviços mínimos para durante a semana.Entre 7 e 22 de setembro, os motoristas de matérias perigosas vão fazer greve às horas extraordinárias, fins de semana e feriados.

 A Antram e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) estiveram hoje reunidos na DGERT para discutir os serviços mínimos para a greve ao trabalho extraordinário, marcada para setembro.

/ SL