O presidente da Airbus disse esta quinta-feira que dois mil postos de trabalho estão em risco porque as companhias aéreas chinesas congelaram encomendas de 55 aviões, avaliados em 14 mil milhões de dólares (10,5 mil milhões euros).

Este congelamento, adiantou Tom Enders, citado pela Lusa, acontece em protesto contra a taxa europeia de emissões de CO2.

O presidente executivo da fabricante aeronáutica europeia explicou que esta situação ameaça mil empregos da empresa na Europa e outros mil na sua cadeia de fornecimento.

A União Europeia introduziu a medida no início deste ano no âmbito da sua política de redução do aquecimento global.

As companhias de aviação que usam o espaço aéreo europeu têm de obter um certificado de emissões de dióxido de carbono (CO2).

Os Estados Unidos da América, China, Rússia, Índia e mais um conjunto de outros países já se opuseram a esta medida e afirmam que a Comissão Europeia não pode impor taxas nos voos fora do seu espaço aéreo.
Redação / RL