O ex-ministro de Estado e das Finanças Fernando Teixeira dos Santos apenas deverá ser ouvido a 29 deste mês na comissão de inquérito parlamentar sobre a nacionalização e reprivatização do Banco Português de Negócios (BPN).

Fonte parlamentar referiu à agência Lusa que, com este calendário, as audições com Victor Constâncio, atual vice-presidente do Banco Central Europeu e ex-governador do Banco de Portugal, e com o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira, deverão passar já para o início de junho.

Teixeira dos Santos, o ministro socialista que esteve na base da decisão de nacionalizar o BPN, não poderá ser ouvido na próxima semana (muito menos esta sexta-feira, como foi avançado por alguma imprensa), porque na segunda e na terça-feira realizam-se Jornadas Parlamentares do PCP; na quarta e na quinta-feira estão agendadas interpelações ao Governo em plenário; e, finalmente, em relação a sexta-feira, já foram comunicados vários impedimentos por parte de deputados membros da comissão de inquérito.

Desde que iniciou funções, a comissão parlamentar de inquérito sobre o BPN apenas ouviu em audiência a secretária de Estado das Finanças e do Tesouro, Maria Luís Albuquerque (na sexta-feira passada), e o último presidente do BPN antes da nacionalização, Miguel Cadilhe (na terça-feira).

Mesmo assim, entre as principais forças políticas parlamentares rejeita-se a tese de que esta segunda comissão de inquérito sobre o BPN esteja a evoluir «a passo de caracol» e, pelo contrário, é convicção de que, após a audição de Teixeira dos Santos, as seguintes começarão já a ser agendadas com um curto espaço de intervalo.

Os mesmos deputados adiantam ainda que, depois de Teixeira dos Santos, as audições serão também mais curtas do que as duas já realizadas até agora.

A audição com a secretária de Estado do Tesouro demorou cerca de seis horas e a do ex-ministro das Finanças Miguel Cadilhe teve a duração de cinco horas.
Redação