O PS diz que há um conflito de interesses na nomeação de Eduardo Catroga para presidente do conselho geral e supervisão da edp. Em causa, está o facto de Catroga ter sido o negociador do PSD no acordo com a troika. O gestor defende-se e diz que é o candidato natural ao cargo.

Mais um caso de jobs for the boys: é assim que a oposição vê as recentes nomeações para o conselho de supervisão da EDP. Caras conhecidas pelas ligações aos partidos do Governo, com o PS a considerar particularmente grave a escolha de Eduardo Catroga

O negociador do PSD com a troika já veio defender-se. «Considero que sou um candidato natural, pelo meu currículo» afirmou ao «Diário Económico», lembrando que já é membro do conselho de supervisão da empresa de energia há dois mandatos.

Catroga terá ao seu lado outras personalidades com ligações ao PSD e CDS/PP como Celeste Cardona, Paulo Teixeira Pinto, Braga de Macedo, Ilídio Pinho e Rocha Vieira.

Foram indicados pelos accionistas privados mas como a Parpública, detida pelo Estado, ainda tem 4 por cento do capital da EDP, há quem queira explicações do ministro das Finanças.

Segundo o «Correio da Manhã», Eduardo Catroga, deverá receber um salário superior a 45 mil euros, o mesmo que ganhava António de Almeida, o seu antecessor na presidência do conselho geral e de supervisão da EDP.
Redação