O presidente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Faria de Oliveira, disse esta sexta-feira que o banco consultou o acionista Estado antes de manifestar a disponibilidade para vender a participação que detém na Cimpor e que o Executivo de Passos Coelho concordou.

«Naturalmente, ouvimos o acionista Estado», afirmou Faria de Oliveira, que está a ser ouvido na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas, no âmbito de um requerimento apresentado pelo Partido Socialista, acrescentando que o Estado «concorda» com a necessidade de desalavancagem do banco público e com a sua disponibilidade para venda dos 9,6% que detém na Cimpor, como refere a Lusa.

O presidente do conselho de administração do banco público, que respondia ao deputado do PS Basílio Horta, explicou que «houve uma mudança significativa de circunstâncias em relação à OPA anterior, designadamente a necessidade de a CGD proceder a um programa de desalavancagem para assegurar os rácios de capital que são impostos».

Faria de Oliveira acrescentou, em resposta ao vice-presidente da bancada parlamentar dos socialistas, Basílio Horta, acreditar que a sede da Cimpor vai manter-se em Portugal.

Na audição também esteve presente o presidente executivo da CGD, José de Matos, que sublinhou que a «venda de ativos não core essenciais está, desde a primeira versão, no memorando» de entendimento assinado com a troika.

Para hoje estava prevista a assembleia geral (AG) de acionistas da cimenteira, que visava a eleição de Norberto Rosa para administrador e a aprovação das contas de 2011,como pontos principais da agenda.

Contudo, a assembleia geral de acionistas da Cimpor foi suspensa até dia 6 de julho, a pedido da Camargo Corrêa.
Redação / AID