A cimenteira portuguesa Cimpor registou prejuízos de 204,8 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, depois de ter alcançado lucros de 132 milhões no mesmo período do ano passado, informou a empresa.

Em comunicado divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Cimpor explica a queda dos resultados com o «acentuar da crise económica na Península Ibérica», a «continuação das difíceis condições de mercado na China», «o inverno rigoroso na Turquia», a «desvalorização do real brasileiro, os custos não recorrentes relacionados com reestruturações e indemnizações e o baixo preço do CO2 nos mercados internacionais».

A empresa refere ainda que os resultados dos seis primeiros meses do ano foram ainda afetados por imparidades de 290 milhões de euros referentes ao mercado português e espanhol, já que sem estas teria registado um lucro de 85 milhões de euros.

O volume de negócios registado este ano foi de 1.086 milhões de euros, o que representa uma queda de 5,5 por cento face ao primeiro semestre de 2011, devido ao desempenho na Península Ibérica, China e Turquia e apesar de os mercados brasileiros e moçambicano terem apresentado «bom comportamento».

A descida dos resultados também se registou nos resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações (EBITDA), valor que caiu 15,3 por cento, para 267,4 milhões de euros.

Ainda assim, diz a Lusa, a empresa também conseguiu diminuir a dívida financeira, que, no final de junho, atingiu os 1.537 milhões de euros, ou seja, menos 85 milhões de euros do que em 2011.

Esta descida, refere a Cimpor, deve-se «essencialmente ao diferimento para agosto do pagamento do dividendo relativo ao ano de 2011».

No segundo semestre de 2012, a Cimpor espera que a situação se mantenha difícil na Península Ibérica, que deverá continuar «afetada pelos esforços de consolidação orçamental dos governos na sequência da crise financeira».

No Brasil, apesar de «algum abrandamento económico», a empresa espera que as infraestruturas necessárias para a realização do Mundial de futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos Rio de Janeiro2016 ajudem a melhorar faturação.
Redação / CPS