A TAP é a única empresa pública que não cortou salários no prazo estipulado pelo Governo, no âmbito do Orçamento do Estado para 2011.

E se já em Janeiro a transportadora aérea fintou as ordens do Executivo, parece que também não deverá ser este mês que os seus funcionários vão sentir na conta bancárias as orientações do OE.

Segundo o «Diário Económico», prosseguem as negociações entre a companhia e o Governo. Sabe-se, entretanto, que a NAV - Empresa de Navegação Aérea e a Caixa Geral de Depósitos só agora, em Fevereiro, é que começam a aplicar a redução de 5% da massa salarial.

Em meados de Janeiro, o Ministério das Finanças avisou que as indicações em matéria de corte salarial são para cumprir sem excepções.

E o próprio presidente da TAP veio garantir no início deste mês que a empresa ia acatar as ordens do Governo, tendo justificado a não implementação da medida em Janeiro com a complexidade da folha salarial dos seus trabalhadores e com a necessidade de «dialogar» com o Governo. Parece que ainda não é desta.



Note-se que a falta de cumprimento das ordens do Executivo no que toca aos cortes salariais já teve consequências na CP Carga. O «accionista principal», a holding CP, demitiu a administração da CP Carga por não ter cumprido o que estava previsto.
Redação / VC