O capitão da seleção portuguesa de futebol, Cristiano Ronaldo, prolongou o contrato de patrocínio com o Banco Espírito Santo (BES) até ao final de 2014, anunciou hoje o banco.

Com esta renovação, o BES mantém a garantia da exclusividade na utilização da imagem do jogador no universo das marcas portuguesas e no setor dos serviços financeiros em Espanha.

O presidente do BES, Ricardo Salgado, reconheceu a importância do futebolista português, que atua no Real Madrid, para a notoriedade do banco em Espanha, agradecendo a fidelidade de Ronaldo, que é patrocinado pelo BES desde 2003.

«As campanhas publicitários com o senhor que hoje esteve aqui connosco ajudaram muito», afirmou o banqueiro num encontro com jornalistas portugueses em Madrid, referindo-se a Cristiano Ronaldo, que compareceu na sede do BES na capital espanhola.

Já Ronaldo, questionado na ocasião pelos jornalistas sobre se tinha recebido ofertas melhores de outras entidades financeiras, nomeadamente, espanholas, admitiu que «há sempre propostas», mas realçou que «mais que o dinheiro, o importante é manter a relação de confiança» com o BES que já dura há quase 10 anos.

«A par da Nike, é o patrocínio que tenho há mais tempo», revelou ainda o craque português.

Pela parte do banco, é salientado que «a renovação do contrato com o BES ocorre poucos dias antes da divulgação do vencedor da Bola de Ouro 2012 [à qual também concorrem o argentino Messi e o espanhol Iniesta], traduzindo-se também num claro apoio do banco à candidatura do capital da seleção a melhor jogador do mundo».

De resto, Ricardo Salgado fez que de desejar pessoalmente boa sorte ao futebolista formado no Sporting.

Refira-se que os recursos de particulares geridos pelo BES em Portugal ascendem, atualmente, a 25 mil milhões de euros, estando 20% deste montante alocado a produtos de poupança relacionados a Cristiano Ronaldo.

A revelação foi feita na quinta-feira, em Madrid, por Joaquim Goes, administrador do Banco Espírito Santo (BES), num encontro com jornalistas portugueses, no qual deu conta que o reforço de montantes associados aos produtos «CR7» foi mais vincado a partir de 2009.

É de salientar que, nos últimos três anos, o crescimento de recursos totais de particulares no BES foi precisamente de 5 mil milhões de euros, o mesmo valor das verbas associadas a produtos do craque português.

Entre 2010 e 2012, as estimativas apontam para uma taxa de crescimento de 7,2% (contra a média de 0,5% do mercado) e, em 2012, um aumento homólogo de 7,8%, correspondente a dois mil milhões de euros.

Hoje, o presidente do BES frisou que «há dois anos o BES financiava a sucursal em Espanha com dois mil milhões de euros e, agora, esse financiamento é neutro», apontando para o facto de o banco, com uma rede de apenas 25 balcões, conseguir captar recursos de vulto com a ajuda da notoriedade do internacional português no país vizinho.
Redação