Dezenas de pessoas enviaram esta cartas ao primeiro-ministro, José Sócrates, para protestar contra a privatização dos CTT, medida prevista no Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) para 2010.

A iniciativa, promovida pela organização da plataforma portuguesa da organização ATTAC (Association pour la Taxation des Transactions pour l'Aide aux Citoyens), junto à estação dos Correios dos Restauradores, em Lisboa, pretendeu alertar para o facto de os CTT terem vindo a ser reconhecidos, nacional e internacionalmente, como uma empresa modelo do ponto de vista da gestão e da qualidade do serviço.

Quem o afirma é Agostinho Santos Silva, simpatizante da ATTAC, acrescentando que «são pouquíssimos os países que privatizaram os Correios e nesses países a gestão piorou e o serviço público degradou-se».

«Apesar de o tráfego postal ter baixado entre cinco e dez por cento, consoante os segmentos, os CTT apresentaram um dos resultados operacionais mais elevados dos últimos 40 anos, com um lucro de mais de 50 milhões de euros, o suficiente para pagar dívidas ao accionista Estado», disse à Lusa.

No entender do simpatizante da ATTAC, «os CTT, como empresa pública, são uma importante fonte de receita para o Estado», contribuindo «para a redução do défice».

Destacando ainda que os «os CTT são um instrumento fundamental de integração e coesão territorial», Agostinho Santos Silva salientou que «nenhuma empresa privada prestará, com a mesma qualidade ou o mesmo preço, alguns dos serviços dos CTT, menos rentáveis mas socialmente fundamentais».
Redação / JF