A fábrica de baterias para carros eléctricos da Nissan em Cacia, Aveiro, arranca esta sexta-feira com o lançamento da primeira pedra, que tem o início da produção previsto para o próximo ano.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra da fábrica de baterias avançadas de iões de lítio, que representa um investimento de 156 milhões de euros, será presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates.

A fábrica portuguesa vai produzir 50 mil baterias de iões de lítio por ano, que é o suficiente para satisfazer 25 por cento das necessidades do mercado europeu de veículos eléctricos Nissan e vai criar 200 postos de trabalho especializados directos e centenas de indirectos.

Portugal é o segundo país onde a Nissan faz esta aposta

Com uma área de 20 mil metros quadrados no complexo da C.A.C.I.A (Companhia Aveirense de Componentes para a Indústria Automóvel), «a unidade de produção da Nissan reforça o papel de Portugal como um local de investigação, produção e teste de componentes e soluções para veículos eléctricos», considerou em comunicado o gabinete de José Sócrates.

A marca nipónica escolheu o mercado português para fazer o lançamento europeu do Nissan Leaf, o primeiro veículo 100% eléctrico, e Portugal é o segundo país, depois do Japão, onde a Nissan investirá numa unidade nesta área de negócio.

A Aliança Renault-Nissan, que cria o terceiro maior grupo automóvel a nível mundial em volume, está empenhada em ser líder na mobilidade de emissões zero. Para além de Portugal, a Aliança confirmou instalações de produção de baterias em França, no Japão, nos EUA e no Reino Unido.

A primeira geração de baterias de iões de lítio permitirá uma autonomia de 160 quilómetros ao veículo, com baterias de 250 quilogramas.

Governo diz que projecto fará bem à economia

«A aposta da Nissan em Portugal, através desta unidade de produção, é um aprofundamento do investimento nesta área e um investimento de grande dimensão em termos de criação de emprego, tecnologia e exportações, contribuindo para uma melhoria a longo prazo da economia nacional e regional», realça em comunicado o gabinete do primeiro-ministro. Uma opinião partilhada pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

O Programa para a Mobilidade Eléctrica pretende criar as condições para a massificação do Veículo Eléctrico, com base numa infra-estrutura adequada à evolução do parque de Veículos Eléctricos e no desenvolvimento de um modelo de serviço que permita a qualquer cidadão e organização o acesso a uma qualquer solução de mobilidade eléctrica fornecida por qualquer construtor de veículos.
Redação / PGM