Os dados das audiências do dia em que o programa «Portugal no Coração», da RTP1, teve um «apagão» de telespetadores, «não foram perdidos» e serão disponibilizados «de forma completa» nesta terça-feira, segundo a GfK.

Na última terça-feira, dia 06 de março, o programa «Portugal no Coração», transmitido pela RTP1, ficou cerca de meia-hora com zero de audiências, o que segundo a GfK resultou de um problema na emissão do som que é feito via satélite.

Na altura, «não tínhanos qualquer outra plataforma para reconhecimento do som», disse à Lusa o diretor-geral da GfK, António Salvador, explicando que a empresa está a fazer tudo para que tal não volte a acontecer, nomeadamente ter acesso ao cabo ou outra plataforma qualquer para que a GfK não fique dependente de apenas uma emissão.

«Isso já foi recuperado e amanhã, dia 13, daremos a emissão do que aconteceu no dia 6 de forma absolutamente completa. É uma falha, é desagradável, mas é recuperável essa informação», adiantou António Salvador, que garantiu que «os dados não foram perdidos».

Questionado sobre se este problema só afetou apenas a RTP ou se foi alargado a mais canais, o diretor-geral da empresa que está a medir as audiências desde 01 de março afirmou que tal «aconteceu com alguns canais de televisão, não aconteceu apenas e só com a RTP».

António Salvador admitiu que esta falha afetou sobretudo os canais da RTP, nomeadamente o da RTP1, que é aquele «que tem maior audiência dentro dos canais que se perderam e que estavam naquele momento em estudo, mas não foi exclusivo e específico da RTP».

Algumas das «emissões em curso tiveram uma fraca emissão de qualidade de som que levou a que não reconhecessemos o que é que essas pessoas estavam a ver», explicou.

A GfK tem sido alvo de críticas, nomeadamente da RTP, depois dos dados terem apontado uma quebra de audiências para a televisão estatal e após um «apagão» que colocou o programa «Portugal no Coração» sem audiência durante meia hora.

Já sobre a tecnologia que a empresa utiliza para medir as audiências, António Salvador reconheceu que é nova, mas que «está a ser seguida em todo o mundo, pelo menos em toda a Europa», uma vez que «sempre que há lugar a um novo concurso a tecnologia elegida é esta».

Esta tecnologia, que funciona com o reconhecimento do som, «tem vantagens para situação atual relativamente à anterior», embora isso não signifique que «seja uma solução absolutamente perfeita».

Em declarações à Lusa, António Salvador explicou que esta tecnologia reconhece mesmo o som que não seja audível para o ser humano e, desde que não haja perturbações, a televisão até pode estar em «mute», ou seja, no silêncio, que o sistema irá fazer o reconhecimento do canal que o espetador está a ver.
Redação / LF