O Governo está a trabalhar com os bancos para garantir a liquidez do sistema financeiro e o acesso ao crédito, garantiu esta sexta-feira o primeiro-ministro, durante o debate quinzenal no Parlamento.

«Que resposta dá às pequenas e médias empresas que se dirigem ao sistema financeiro, privado ou público, para obter crédito e ou lhes dizem que não há crédito ou lhes começam a fazer propostas de empréstimos a juros de oito, dez e 12 por cento, o que liquida o investimento e a criação de emprego?»: foi esta a pergunta deixada pelo líder do CDS-PP a José Sócrates.

O primeiro-ministro disse que as condições de financiamento da economia é um dos temas «que mais preocupa o Governo». Torna-se por isso importante «garantir liquidez do sistema financeiro» para que os bancos «tenham condições para continuar a financiar a economia e em particular as pequenas e médias empresas». «Isso faz-se transformando o que já esta no Orçamento do Estado numa aplicação».

Daí que Sócrates tenha dado a garantia de que «estamos a trabalhar com o Banco de Portugal e também com os bancos para garantir liquidez no nosso sistema e financeiro e através dessa liquidez garantir o acesso ao crédito para a nossa economia». E lembrou que o Estado «não pode intervir na concessão de crédito».

Paulo Portas contrapôs, realçando que quando o Estado vai pedir dinheiro emprestado para sobreviver a «6,5 por cento ou 7,5 por cento» e que a consequência é que o sistema financeiro português não faz empréstimos às empresas portuguesas abaixo desse valor.

«Portanto, os empréstimos às PME ou não existem ou existem a um preço que é proibitivo». Paulo Portas disse ainda que a missão da Caixa Geral de Depósitos devia ser a de «um verdadeiro banco de fomento da economia».
Redação / VC