O lucro da Jerónimo Martins, dona da rede de supermercados Pingo Doce, aumentou 5,6% nos primeiros seis meses deste ano, para 152 milhões de euros. No segundo trimestre, o resultado caiu 4,2% para os 84 milhões.

Para os números dos primeiros seis meses, apresentados há pouco à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), contribuiu em muito o negócio na Polónia.

«Mesmo num contexto de desaceleração do crescimento económico, a força do modelo de negócio da

Biedronka, na Polónia
, e a sua clara posição de liderança no mercado justificam a minha confiança na capacidade da companhia para continuar a entregar uma sólida evolução de vendas e resultados», aponta o presidente executivo da JM, Pedro Soares dos Santos.

As vendas da Biedronka aumentaram 18,1%, enquanto as do Pingo Doce cresceram apenas 4,7%.

«A margem EBITDA, como antecipado» relativa às contas do Pingo Doce registou, «como antecipado» uma queda, «refletindo o forte investimento em campanhas promocionais», assinala o mesmo comunicado.

«Em Portugal, fizemos, no segundo trimestre, um importante investimento com o objectivo de reforçar a nossa competitividade de longo prazo. O crescimento de vendas e de quota de mercado, que já se está a verificar, mantém-se como importante prioridade estratégica».

O grupo antecipa um ano positivo, em termos de crescimento de vendas e de resultados, sobretudo graças ao «forte desempenho na Polónia».

A dívida líquida consolidada da JM cifrou-se em 352 milhões de euros, menos 152 milhões de euros em relação aos primeiros seis meses de 2011.

As vendas consolidadas cresceram 7,5% para 5.108 milhões de euros (+12,3% a taxa de câmbio constante) e o EBITDA - lucros antes de impostos, apreciações e amortizações, aumentou 5,0% (+10,6% a taxa de câmbio constante).
Redação / VC