A Sonae registou lucros de 36 milhões de euros no primeiro semestre, menos 22% que nos primeiros seis meses de 2011, anunciou a empresa em comunicado.

O volume de negócios caiu 2% para 2.531 milhões de euros, uma descida que compara bem com a contração de 5% do consumo privado em Portugal, indica a empresa. Isto significa que a Sonae registou «novos ganhos de quota de mercado, que foram evidentes no negócio de base alimentar e não-alimentar».

«O resultado líquido registou os impactos do aumento do custo da dívida e dos resultados indiretos negativos associados às avaliações de centros comerciais na Península Ibérica. Estes fatores estão, naturalmente, dependentes da evolução da situação económica e de crise de dívida soberana em Portugal e Espanha», afirmou, no mesmo comunicado, o presidente executivo da Sonae, Paulo Azevedo.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de 266 milhões de euros, quase estável face ao homólogo, com uma margem de EBITDA de 10,5 por cento.

No retalho alimentar, a Sonae MC, detentora dos hipermercados Continente, atingiu os 1.535 milhões de euros em vendas no primeiro semestre, quase em linha com o ano anterior, quando registou 1.558 milhões.

Já a Sonae SR, de retalho especializado, atingiu vendas de 544 milhões de euros, menos 1%.

Paulo Azevedo realçou «a capacidade do negócio de retalho alimentar em reforçar a sua posição de liderança no mercado durante o primeiro semestre», enquanto em termos da eletrónica de consumo esta «continuou a adaptar-se de uma forma notável às substanciais quedas de mercado».

O investimento total do grupo foi de 111 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, tendo havido uma redução do endividamento total líquido em 54 milhões.
Redação