O presidente executivo da Mota-Engil disse esta quarta-feira que a empresa não está aberta a fusões e aquisições em Portugal, desenvolvendo antes uma estratégia de compra de «empresas pequenas» no estrangeiro, potenciando-as com o know how da construtora portuguesa.

«Estamos a falar de empresas pequenas. É a nossa estratégia (...) em qualquer parte do mundo», declarou Jorge Coelho aos jornalistas durante a apresentação dos resultados do primeiro semestre da empresa.

O resultado líquido do grupo Mota-Engil desceu, no primeiro semestre deste ano, para 15,7 milhões de euros, menos 20 por cento do que os 19,6 milhões de euros obtidos no período homólogo, cenário motivado pela participação da empresa na Martifer.

Jorge Coelho destacou a presença internacional da Mota-Engil, realçando que «com a dimensão» da construtora o mercado português «não chegava» para a sua ambição.

«Foi isso que nos levou a percorrer outros caminhos. E isso hoje faz com que estejamos muito melhor preparados [para a crise]».

Desse modo, a Mota-Engil «está em sítios do mundo suficientes» para deslocar recursos humanos que «claramente» a empresa começa a ter «a mais» em Portugal, mas que são uma «enorme mais-valia» para o desenvolvimento além-fronteiras do grupo.

O resultado líquido consolidado (que integra interesses que a empresa não controla) ascendeu nos primeiros seis meses do ano a 29,9 milhões de euros, superior aos 24 milhões de euros registados no semestre homólogo.

O volume de negócios, no mesmo período, cresceu 8,2 por cento, atingindo 974 milhões de euros (face a 900 milhões de euros em 2010).

Os resultados financeiros contribuíram para o resultado líquido do grupo no montante negativo de 39,2 milhões de euros (superior aos 26,8 milhões de euros negativos de 2010), o que representa um aumento de cerca de 46 por cento dos encargos financeiros líquidos, para o qual contou a subida dos juros.
Redação