A Nanium, ex-Qimonda, suspendeu esta semana o lay-off a cerca de 60 trabalhadores, uma situação que só estava previsto acontecer no dia 4 de Maio, avançou à agência Lusa fonte ligada à unidade.

No dia 17 de Março, 130 trabalhadores, que se encontravam em lay-off, regressaram à fábrica para participarem em acções de formação, mas agora já estão «na linha a utilizarem na prática os conhecimentos adquiridos nas últimas semanas».

A ideia da administração da empresa é «preparar as pessoas para começarem a trabalhar em pleno a partir de Maio, uma vez que vão ser fabricados novos produtos», relatou ainda a mesma fonte.

Ao longo das próximas «duas semanas», os restantes operários que estão com o contrato de trabalho suspenso há cerca de um ano, devem também regressar à empresa.

«Para já não há encomendas, mas temos que estar aptos para quando a Nanium começar mesmo a produzir», frisou a fonte.

A Nanium tem, neste momento, 370 funcionários, sendo que, e ao longo do último ano, apenas 240 estiveram a laborar, os restantes estavam «lay-off» desde Maio de 2009.

Depois de confirmado o fim da Qimonda, surge a formalização da Nanium que tem um novo objecto social e uma nova imagem.

A Nanium pretende produzir, montar, testar e comercializar produtos eléctricos e electrónicos.

Além disso, a unidade vai ainda prestar serviços de investigação e desenvolvimento, serviços laboratoriais e de consultadoria técnica.

De acordo com o plano de insolvência, a ex-Qimonda pretende ter ao serviço 770 pessoas quando começar a trabalhar em «velocidade de cruzeiro», o que deverá acontecer a curto prazo.

O capital social da Nanium está dividido pelos bancos - BCP e BES, com participações de 41,06 por cento cada, e pelo Estado português, através da AICEP, que detém uma participação de 17,88 por cento.

A Qimonda Portugal chegou a empregar mais de duas mil pessoas e faturava 1,5 mil milhões de euros.

Há cerca de um ano a Qimonda Portugal, entrou em insolvência, à semelhança do que aconteceu com a Qimonda AG, a casa mãe, e acabou por ser a única unidade a escapar à falência.