Pedro Passos Coelho disse esta sexta-feira, no Parlamento, o acordo anunciado pelo líder da Comissão Europeia, Durão Barroso, - já anunciado ontem e que permite a disponibilização de empréstimos às empresas portuguesas - é «o princípio do fim do problema» que está a bloquear mil e 100 milhões de euros.

O primeiro-ministro destacou o que considera importante: o presidente da Comissão Europeia declarou ontem «o princípio do fim do problema. Portanto, não me pareceu que tivesse declarado a solução do problema, mas anunciou uma expectativa positiva para a resolução do mesmo», atirou, em resposta ao líder parlamentar do CDS-PP, Nuno Magalhães, durante o debate quinzenal.

Durão Barroso anunciou ontem, ao lado de Cavaco, que a Comissão, o Banco Europeu de Investimento (BEI) e Portugal chegaram a um acordo para a disponibilização de empréstimos às empresas portuguesas.

Hoje Passos garantiu que este acordo se refere ao «facto paradoxal» de existir uma linha vocacionada para as pequenas e médias empresas, de cerca de 1,1 milhões de euros, «que na prática não é usada porque as condições financeiras associadas à execução dessa linha não são atrativas».

«O presidente da Comissão Europeia revelou que a proposta do Governo português para dar atratividade a essa alinha do BEI poderá estará em vias de ser aceite pela direção-geral de concorrência», disse.

Passos Coelho afirmou ainda que «há realmente uma luz ao fundo do túnel» e que o país estará «em condições de realmente ultrapassar esta crise».

«A nossa recuperação será lenta. Não faço, portanto, com qualquer euforia, o anúncio de medidas de relevo que mudem da noite para o dia mudem o nosso panorama, mas é importante mostrar que da noite para o dia, um dia atrás do outro, há pequenos sinais que nos mostram que essa recuperação está em marcha», declarou.