Oliveira e Costa denunciou os ex-amigos, entregando à Justiça os dados das «off-shores» por onde circulou dinheiro, e conseguiu ver a medida de coacção reduzida, revela o «Correio da Manhã».

O ex-patrão do BPN vai para casa com pulseira electrónica e é possível que daqui a pouco mais de três meses possa mesmo estar em liberdade. Em troca, o ex-secretário de Estado tem de continuar a colaborar, dando às autoridades dados reais.

Como o fez no caso que agora envolve o ex-ministro da Saúde, ao ter revelado aos investigadores quais as off-shores e as empresas criadas para o encobrimento dos lucros, após uma empresa gerida pelo ex-governante (Pousa Flores) ter comprado diversos imóveis ao extinto Instituto Participações do Estado. A sua colaboração também já era visível no caso que levou à constituição de arguido de Dias Loureiro, ex-conselheiro de estado, quando forneceu elementos considerados fundamentais aos investigadores.