Os deputados da comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas aprovaram esta quarta-feira as audições dos presidentes da Cimpor e da Caixa Geral de Depósitos (CGD) para esclarecer os «contornos» da OPA lançada pela Camargo Corrêa sobre a cimenteira.

O requerimento, apresentado pelo PS e aprovado esta quarta-feira por unanimidade, prevê ainda a audição do ministro das Finanças ou da secretária de Estado do Tesouro para responder às perguntas dos deputados sobre o mesmo tema.

A InterCement, detida pela Camargo Corrêa, lançou a 30 de março uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da Cimpor, oferecendo 5,50 euros por ação.

No requerimento votado esta quarta-feira, o PS quer esclarecer porque é que a Caixa Geral de Depósitos, aquando da OPA lançada pela brasileira CSN, recusou vender a sua participação na Cimpor por 6,50 euros por ação e agora está disposta a fazê-lo por 5,50 euros por ação.

Os socialistas querem também saber se a oferta alternativa à OPA da Camargo Corrêa lançada pela Semapa «é melhor, idêntica ou pior do que a apresentada» pela empresa brasileira.

O PS salienta que a Cimpor está entre os 10 maiores grupos cimenteiros a operar no mercado internacional, tem 26 fábricas e emprega mais de 8.000 trabalhadores.
Redação